A edição de 26 de novembro de 2007 da revista Time traz um dossiê com dados sobre a vida dos norte-americanos. Traça um perfil de como eles vivem; do quão felizes eles julgam ser; e do que fazem para se divertir. Em relação à felicidade e carreira, ficamos sabendo que, no extremo da infelicidade, estão frentistas de posto de gasolina (mais de 94 mil pessoas por todo os EUA, ganhando um salário médio anual de pouco mais de 17 mil dólares). No extremo oposto, no da felicidade, encontramos o clérigo – mais de 37 mil pessoas ganhando um pouco mais do que 37 mil dólares ao ano. Fiquei intrigado com o resultado que mostra ser o clérigo a “profissão” de pessoas mais felizes. Talvez o fato de se considerar um “representante” de Deus na terra seja algo que gere algum sentido glamuroso, por assim dizer, na atividade. Pois não é dinheiro (em segundo lugar no ranking da infelicidade vem os profissionais que consertam tenhado, ganhando ligeiramente menos que o clérigo). Parece que, em termos de carreira, as igrejas oferecem um sentido mais forte a seus quadros: primeiro, talvez porque o emprego seja vitalício; segundo, porque, na micro comunidade em que atuam, são alvo de estima e reconhecimento, portanto, de status. E no Brasil, quais seriam os profissionais mais felizes?